
Exposição, Tecituras das Memórias Afroindigenas
Exposição coletiva afroindígena, realizada no Centro de Cultura, em Porto Seguro/BA, 2025.
êmydyô, Evelyn Emi e Lucas Alfaro.
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Atuei como Elaborador e Coordenador, juntamente com Evelyn Emi e Lucas Alfaro, no projeto da exposição “Tecituras das Memórias Afroindígenas”, aprovado pela PNAB Municipal de Porto Seguro. O projeto foi executado no Centro de Cultura, de 01 a 14 de outubro de 2025. O trabalho propôs um gesto afetivo e político de reabrir e recontar histórias que foram sistematicamente silenciadas. A curadoria buscou obras que operassem como pontes na circularidade do tempo para expor narrativas, afetos e resistências das matrizes, saberes e ancestralidades que nos constituem, sem, contudo, temer confrontar as rupturas e os apagamentos históricos.




A exposição apresentou obras que operam como pontes entre as dobras da circularidade do tempo, para expor as narrativas, afetos e resistências das matrizes, saberes, espiritualidades e ancestralidades que nos constituem. Mas que também não temam confrontar rupturas, violências e apagamentos. Apresentamos trabalhos que questionam e ressignificam essas dobras do tempo — seja pela materialidade, pela simbologia, pela oralidade ou pela presença do corpo nas obras.
A exposição foi composta por artistas como Simirã Pataxó, Ianina, Marysol Costa, Karolaine Sales, Lucas Alfaro, Êmydyô e Evelyn Emi, que expressam em suas pesquisas, eixos conceituais que tratam de: Ancestralidade como futuro: dialógos com saberes tradicionais, como ferramentas de transformação e/ou de questionamento; Corpo-território: que exploram o corpo como lugar de memória, resistência e identidade - individual e coletiva; Cartografias afetivas: que mapeiam afetos, lutas e existências a partir de perspectivas não hegemônicas; Visibilizar o que antes foi apagamento: que tornam visível o que foi omitido, seja pela materialidade, pela palavra ou pelo gesto.












A exposição trouxe uma programação de atividades, como 2 oficinas de Pintura com Geotinta - com Simirã Pataxó, 2 oficinas de Encadernação - com Jhonatan Almeida, 2 oficinas de Experiência do Sensível - com Orlean Cunha, 2 oficinas de Fotografia - com Lucas Alfaro e 1 roda de conversa sobre Arte e Ancestralidade aberta - com Martha Teixeira, todas essas atividades com participação gratuita e aberta a todo público. Recebemos mais 700 pessoas visitantes na exposição, mais de 120 pessoas nas atividades formativas (oficinas e rodas de conversa), geramos renda contratando 10 profissionais do setor artístico local e expomos 7 artistas visuais das artes plásticas e fotografia.













